quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Povo do Pé Vermelho II
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
O povo do Pé Vermelho
O Patrimônio, um dos
primeiros bairros de Uberlândia, foi se formando logo após a abolição da
escravatura, ao acolher a população recém liberta, porém marginalizada.
Com seus limites
delineados pelo córrego São Pedro, hoje canalizado sob a Avenida Rondon Pacheco,
diversas famílias habitaram o local e foram apelidadas de “o povo dos pé
vermeio”, enquanto uma referência à coloração da terra da região, que os
obrigava a usar a água do córrego para limpar seus pés e sapatos antes de irem
ao centro da cidade. Na sua maioria de origem africana, os habitantes criaram e
cultivaram uma identidade em comum através de manifestações culturais como o
Congado e o Carnaval.
Hoje o bairro está
muito modificado devido à exploração imobiliária. No entanto, grande parte das
suas tradições, histórias e personagens ainda colorem o local, 125 anos após a
abolição da escravatura e 120 depois de seu surgimento.
Esta exposição busca,
através da ótica dos artistas Gilberto Maciel, Jorge H. Paul e Lilian Tibery,
homenagear a herança cultural que ainda perpetua as tradições desse lugar e
afirmar que ela é um Patrimônio a ser preservado para as futuras gerações.
“Antes que se alcançar a idade apropriada, usaremos tranças; tranças que são símbolo de nossa
inocência, juventude, nossa meninice. Então as mãos que separam, penteiam e
trançam nos confortam... alisar o cabelo era deixar de ser percebida como
menina para ser quase mulher.”
Bell Hooks – Alisando
o Nosso cabelo
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Mais espaço para dançar: novos lugares e mídias da dança contemporânea
O evento sobre videodança "Mais espaço para dançar: novos lugares e mídias da dança contemporânea "aconteceu dia 11 de julho no Estúdio Ponto Azul, recebendo a visita de profissionais da área e artistas interessados no assunto.
Os convidados, após prestigiarem vídeos emblemáticos na construção deste gênero multimidiático, discutiram questões relativas à linguagem e estética do videodança, enfatizando o caminho de mão dupla que foi a relação histórica entre cinema e coreografia.
Nos primórdios das pesquisas cinematografias se buscava captar e documentar o movimento. A dança, portanto, foi um tema amplamente explorado nas primeiras filmagens, inaugurando sua relação com a sétima
arte.
Ainda imatura e com suas fronteiras indistintas, a arte cinematográfica foi aos poucos definindo a sua linguagem e os seus recursos. Já em 1906 a pesquisa coreográfica foi usada enquanto um modo de criar efeitos especiais, pelo diretor espanhol Segundo Chomon no seu vídeo Os Kirikis acrobatas japoneses.
Hoje em dia o caminho é inverso. As especificidades e os recursos da fotografia e do cinema estão enriquecendo as artes coreográficas. O que difere o videodança de uma dança filmada começa na própria concepção da dança, que passa a seguir uma outra lógica pois é feita para a realidade da câmera e seu recursos técnicos: o zoom, stop motion, enquadramentos diversos, cortes, aceleramentos e câmera lenta. Um exemplo deste tipo de vídeo é o trabalho de Daniel Wiroth (coreografia de Lionel Hoche).
Vale a pena conferir também o vídeo Acroman do coreógrafo Philippe Decouflée, que, inspirado nas experiências cinematográficas de Segundo Chomon, fez uma pesquisa coreográfica na qual seus bailarinos-acrobatas simulam a verticalidade com perfeita verossimilhança, apesar de estarem, assim como os Kirikis de Chomon, deitados na horizontal.
Os convidados, após prestigiarem vídeos emblemáticos na construção deste gênero multimidiático, discutiram questões relativas à linguagem e estética do videodança, enfatizando o caminho de mão dupla que foi a relação histórica entre cinema e coreografia.
Loïe Fuller. Gravação feita em 1986 pelos irmãos Lumière
Nos primórdios das pesquisas cinematografias se buscava captar e documentar o movimento. A dança, portanto, foi um tema amplamente explorado nas primeiras filmagens, inaugurando sua relação com a sétima
arte.
Ainda imatura e com suas fronteiras indistintas, a arte cinematográfica foi aos poucos definindo a sua linguagem e os seus recursos. Já em 1906 a pesquisa coreográfica foi usada enquanto um modo de criar efeitos especiais, pelo diretor espanhol Segundo Chomon no seu vídeo Os Kirikis acrobatas japoneses.
Hoje em dia o caminho é inverso. As especificidades e os recursos da fotografia e do cinema estão enriquecendo as artes coreográficas. O que difere o videodança de uma dança filmada começa na própria concepção da dança, que passa a seguir uma outra lógica pois é feita para a realidade da câmera e seu recursos técnicos: o zoom, stop motion, enquadramentos diversos, cortes, aceleramentos e câmera lenta. Um exemplo deste tipo de vídeo é o trabalho de Daniel Wiroth (coreografia de Lionel Hoche).
Vale a pena conferir também o vídeo Acroman do coreógrafo Philippe Decouflée, que, inspirado nas experiências cinematográficas de Segundo Chomon, fez uma pesquisa coreográfica na qual seus bailarinos-acrobatas simulam a verticalidade com perfeita verossimilhança, apesar de estarem, assim como os Kirikis de Chomon, deitados na horizontal.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Mais espaço para dançar: novos lugares e midias da dança contemporânea
Para formar uma rede de contatos entre pessoas interessadas em projetos de dança e multimídia, além de promover o diálogo artístico e a vontade de explorar novas possibilidades, alugares e recursos midiáticos para as artes coreográficas, o encontro "Mais espaço para dançar: novos lugares e mídias da dança contemporânea" será realizado no estúdio Ponto Azul, dia 11 de julho.
Será ministrada uma aula sobre o gênero multimidiático 'videodança' acompanhada de uma breve exibição de trabalhos e da abertura de um espaço para discussão e troca de idéias.
O encontro será gratuito e não há pré-requisitos para participação.
Pode ser especialmente interessante para bailarinos, coreógrafos, músicos, atores e artistas plásticos, além de estudantes de cinema e comunicação visual
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quinta-feira, 6 de junho de 2013
Olhares Curiosos
Estúdio
Ponto Azul abriu suas portas para visitantes alegres e curiosos da geração Z.
Na
contramão da socialização por meio eletrônicos
e da falta de concentração – alunos da Escola da Criança/ Espaço Adolescer
vivenciaram momentos de uma nova linguagem, a plástica.
Este exercício do olhar se desenvolveu em dois momentos.
Um didático teórico, no qual a artista Débora Faria comentou sobre seu processo de criação .
Outro na Galeria, local que os alunos viram os trabalhos realizados e expostos.
Os professores, mediadores do conhecimento ofereceram através da arte uma nova experiência a se somar na formação dos alunos.
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visita guiada
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Movimento
Com cores e energia Débora Faria em sua primeira exposição individual expõe suas telas até dia 15 de junho.
Formada em desenho artístico na escola Hugo de Carvalho Ramos em Goiânia,
desenho e pintura na escola Poliarte em São Paulo e cursou artes plásticas
na Escola Panamericana de Arte em São Paulo.
Participou de exposições em São Paulo no MUBE, escola Panamericana, shopping Ibirapuera.
Atualmente reside e trabalha em seu atelier em Uberlândia.
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